Amigos boêmios, hoje inauguramos uma nova seção no Guia do Boêmio chamada HISTÓRIAS DA BOEMIA.
Vamos compartilhar com vocês algumas situações que aconteceram conosco em todos esses anos de ingestão não-aconselhável de álcool.
Quem quiser contar sua história é só enviar para contato@guiadoboemio.com.br.
A primeira história aconteceu com nosso colaborador Paulo Cabral e seu amigo, Josefino (obviamente, todos os nomes são fictícios para preservar a identidade dos envolvido).
Tequila
Tudo começou no Recanto Paraibano. Estávamos eu, Josefino, a namorada de Josefino – Josefina – e mais dois amigos.
Eu e Josefino somos amigos há muito tempo e essa foi praticamente a primeira vez que eu saí com a nova namorada dele (nova mesmo, já que ela é uns 3 ou 4 anos mais nova que a gente).
Lá estava eu, tentando não espantar a menina logo de cara (visto que é impossível as pessoas não se espantarem comigo eventualmente) quando meu cérebro, que já foi comprovado, tenta me sabotar o tempo inteiro, jogou a ideia:
- “Fera, pede uma tequila e desafia Josefina a tomar contigo. Vai ser deveras divertido.”.
Como meu cérebro atua sem supervisão, pedi duas tequilas, virei pra Josefina e fiz:
- “Tu não vai!”.
Claro que ela foi, né?
Lambemos o sal, ingerimos o líquido e seguramos a ânsia de vômito com limão.
Beleza.
Continuamos conversando amenidades e meu cérebro maroto:
- “Psiu. Pede outra. Vai ser rochedo.”
Sal. Líquido. Limão.
Mas foi aí que a noite começou de verdade. Josefina passou mal e, eu soube depois, foi a responsável pela participação do banheiro do Recanto Paraibano no quadro Casa Nova do Luciano Huck.
Josefino, desesperado, virou pra um dos nossos amigos e fez:
- “Pega lá o carro e vamos deixar ela em casa. Paulinho, fica por aí e paga a conta que depois a gente acerta.”
Como eu e Josefino nos conhecemos há muito tempo, temos uma conta eterna um com o outro. Eu devo R$11.546 a ele, que me deve R$11.543. Por isso nem nos preocupamos mais em cobrar dívidas.
Fiquei por lá resolvendo a situação, torcendo pra ninguém entrar no banheiro. Passou um tempinho e eu fui pra calçada, tomar a saideira e esperar Josefino e nosso amigo.
Quando eles chegaram (eu já tava na quinta saideira), o clima tava pesado no carro. Entrei e perguntei o que houve. Josefino coçou a cabeça, olhou pra mim e começou:
- “Por sua causa, seu filha da…”.
Ele me contou que chegou no prédio de Josefina e que no elevador ela começou a…bem…querer realizar a operação gravitacionalmente contrária a engolir com a tequila. Ela conseguiu segurar a vontade até chegar no hall do apartamento dela. Ao sair do veículo vertical, ela correu para a janela e brindou a fachada do edifício com um belo exemplo de grafitagem moderna.
Depois de se expressar artisticamente, Josefina foi levada por Josefino para seu quarto e dormiu o sono dos justos (e bêbados).
Prevendo a reação dos vizinhos de Josefina no dia seguinte, Josefino decidiu apagar a obra de arte da fachada do prédio. Para isso, ele – que não estava no pleno uso de suas faculdades mentais – pegou um copo de 300ml, encheu de água da torneira e jogou na obra de arte. Ele repetiu essa ação aproximadamente 15 vezes (ao invés de pegar um balde) até ouvir o carro do Pai de Josefina entrando na garagem do edifício.
Ágil como um Dragão de Komodo, Josefino pulou dentro do elevador e desceu no térreo tranquilamente enquanto o elevador se encaminhava para o subsolo.
Até hoje as más línguas dizem que se você olhar com carinho, dá pra ver o resto da obra de arte de Josefina enfeitando a fachada do prédio.


























