Histórias da Boemia

Amigos boêmios, hoje inauguramos uma nova seção no Guia do Boêmio chamada HISTÓRIAS DA BOEMIA.
Vamos compartilhar com vocês algumas situações que aconteceram conosco em todos esses anos de ingestão não-aconselhável de álcool.
Quem quiser contar sua história é só enviar para contato@guiadoboemio.com.br.
A primeira história aconteceu com nosso colaborador Paulo Cabral e seu amigo, Josefino (obviamente, todos os nomes são fictícios para preservar a identidade dos envolvido).

Tequila

Tudo começou no Recanto Paraibano. Estávamos eu, Josefino, a namorada de Josefino – Josefina – e mais dois amigos.
Eu e Josefino somos amigos há muito tempo e essa foi praticamente a primeira vez que eu saí com a nova namorada dele (nova mesmo, já que ela é uns 3 ou 4 anos mais nova que a gente).

Lá estava eu, tentando não espantar a menina logo de cara (visto que é impossível as pessoas não se espantarem comigo eventualmente) quando meu cérebro, que já foi comprovado, tenta me sabotar o tempo inteiro, jogou a ideia:

- “Fera, pede uma tequila e desafia Josefina a tomar contigo. Vai ser deveras divertido.”.

Como meu cérebro atua sem supervisão, pedi duas tequilas, virei pra Josefina e fiz:

- “Tu não vai!”.

Claro que ela foi, né?
Lambemos o sal, ingerimos o líquido e seguramos a ânsia de vômito com limão.
Beleza.
Continuamos conversando amenidades e meu cérebro maroto:

- “Psiu. Pede outra. Vai ser rochedo.”

Sal. Líquido. Limão.

Mas foi aí que a noite começou de verdade. Josefina passou mal e, eu soube depois, foi a responsável pela participação do banheiro do Recanto Paraibano no quadro Casa Nova do Luciano Huck.
Josefino, desesperado, virou pra um dos nossos amigos e fez:

- “Pega lá o carro e vamos deixar ela em casa. Paulinho, fica por aí e paga a conta que depois a gente acerta.”

Como eu e Josefino nos conhecemos há muito tempo, temos uma conta eterna um com o outro. Eu devo R$11.546 a ele, que me deve R$11.543. Por isso nem nos preocupamos mais em cobrar dívidas.
Fiquei por lá resolvendo a situação, torcendo pra ninguém entrar no banheiro. Passou um tempinho e eu fui pra calçada, tomar a saideira e esperar Josefino e nosso amigo.

Quando eles chegaram (eu já tava na quinta saideira), o clima tava pesado no carro. Entrei e perguntei o que houve. Josefino coçou a cabeça, olhou pra mim e começou:

- “Por sua causa, seu filha da…”.

Ele me contou que chegou no prédio de Josefina e que no elevador ela começou a…bem…querer realizar a operação gravitacionalmente contrária a engolir com a tequila. Ela conseguiu segurar a vontade até chegar no hall do apartamento dela. Ao sair do veículo vertical, ela correu para a janela e brindou a fachada do edifício com um belo exemplo de grafitagem moderna.
Depois de se expressar artisticamente, Josefina foi levada por Josefino para seu quarto e dormiu o sono dos justos (e bêbados).

Prevendo a reação dos vizinhos de Josefina no dia seguinte, Josefino decidiu apagar a obra de arte da fachada do prédio. Para isso, ele – que não estava no pleno uso de suas faculdades mentais – pegou um copo de 300ml, encheu de água da torneira e jogou na obra de arte. Ele repetiu essa ação aproximadamente 15 vezes (ao invés de pegar um balde) até ouvir o carro do Pai de Josefina entrando na garagem do edifício.

Ágil como um Dragão de Komodo, Josefino pulou dentro do elevador e desceu no térreo tranquilamente enquanto o elevador se encaminhava para o subsolo.
Até hoje as más línguas dizem que se você olhar com carinho, dá pra ver o resto da obra de arte de Josefina enfeitando a fachada do prédio.

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Forró dos Compadres

* Release *

Os Compadres.

Os Compadres.

Ritmo essencialmente nordestino, o forró ganhou espaço e tomou o Brasil a partir da
divulgação do ícone maior dessa música, o grande mestre Luiz Gonzaga, o velho Lua. Do século
passado pra cá, muita poeira subiu no ar, muita chinela foi arrastada, muita quartinha tomada.
O forró, o xote e o baião se aliaram e tomaram conta dos lugares mais afastados, escondidos, e
depois as grandes festas, principalmente o São João, uma das mais populares de nosso país. A
preocupação em continuar a divulgar esses ritmos sempre rondou a cabeça de muitos artistas.
Na verdade preocupa até hoje. Mas o futuro da música está garantido, se depender de jovens
grupos que decidiram continuar a divulgar essa poesia.

Amantes de artistas como o próprio Luiz Gonzaga de outros grandes nomes como
Dominguinhos, Jackson do Padeiro, Trio Nordestino, Elba Ramalho, veio uma nova geração.
Jovens dispostos a compor, cantar e tocar a poesia do Nordeste. Na década de 2000, um grupo
de artistas amigos já conhecidos do público e dedicados ao som original do forró, separaram
um tempo pra se encontrar. Mas antes das festas juninas, já que depois o trabalho impedia
essa brincadeira. Depois de alguns anos desse encontro despretensioso , lá em 2008, nascia
então o “Forró dos Compadres”. Para 2012 a festa está pronta. O “Forró dos Compadres”
vai contar com o cantor Benil ao amigo Bruno Lins (Fim de Feira), além de Dudu do
Acordeon, Gustavo Bruno e Victor Ferrari (Quenga de Coco), Renatinho e Paulinho (Territorio
Nordestino).

Talento e muito forró no Manauê.

Talento e muito forró no Manauê.

Quem gosta de dançar agarradinho, ouvir poesia e curtir esse clima sertanejo pode
separar as noites de quinta-feira neste mês de maio, porque o encontro antecipa a verdadeira
festa junina. “Aquele tão puro que chega tem cheiro de bode”, diria o velho Lua. Com o
patrocínio da Pitú (quer apoio mais pernambucano?) e apoio cultural do Manauê, um espaço
regional restaurante e bar, recém criado em Casa Forte, que a festa vai começar. “Um projeto
que começou como uma confraternização entre amigos. Aproveitávamos para brincar, levar
um som”, lembra Benil. “Não era justo a gente afastar essa festa do povo”, brinca ele.

A brincadeira cresceu. “De lá pra cá projeto está tão estruturado que estamos
estudando a idéia de gravar um DVD e viabilizar um projeto no esquema de show. Mas
sem perder essa proposta de roda de forró”, diz Benil. Mas nada longe do povo, como nos
shows “comuns”. Os artistas responsáveis pelo “Compadres” se apresentam formando
uma roda de forró, como no samba, trazendo ainda mais a interação público com o artista.
“Vamos ter alguns convidados especialíssimos , mas estamos guardando a surpresa”, conta o
produtor André Trajano.

Forró dos Compadres

Todas as quintas de maio de 2012, a partir das 21h
Manauê Bar e Restaurante- Estrada do Encanamento, 341, Casa Forte. Em frente ao Sítio da
Trindade. Telefone: 3304.2048
Facebook do evento.
Twitter do evento.


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Estamos famosos!

A gente queria agradecer nosso pai, nossa mãe e especialmente os leitores desse etílico blog.

Olha a gente no jornal.

Olha a gente no jornal.

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Bar Real, um bar bonzinho.

Chegando.

Chegando.

Todo mundo já escutou pelo menos uma vez na vida que “bonitinho é primo de feinho”. Eu acho que essa frase não faz o menor sentido já que bonitinho é, claramente, uma coisa que é bonita, mas não muito.
Aonde eu quero chegar com esse arrodeio? Na minha opinião sobre o Bar Real.
Apesar de ter tudo para ser um excelente bar, eu acho ele bonzinho. Não, não é ruim. É bom, mas nem tanto.
O atendimento é bonzinho, as comidas são boazinhas, o ambiente é bonzinho, mas acaba ficando tudo muito “inho”, sem nada demais.
Ele funciona naquele velho esquema do Neno, Nakumbuka e tantos outros. Alguns garçons passam com petiscos variados como coxinhas, empadas, kibes, espetinhos e etcétera.
Não sou muito fã de caldinho, por isso nem vou falar, mas a galhere me diz que nem chega aos pés do caldinho do Neno. A única coisa na área gastronômica que realmente me impressionou foi a cebola recheada com charque (R$12,90). Além de ser deliciosa, ainda é barata, levando em consideração a monstruosidade do prato. Boa demais mesmo.

Não esqueça de pedir a cebola.

Não esqueça de pedir a cebola.

Na parte etílica, que é o que realmente importa, eles servem o famoso chopp Brahma (R$4,20) ou o Garotinho por R$3,20 (sério que alguém pede chopp Garotinho? Se você que está lendo isso pedir, identifique-se nos comentários).
Eles também oferecem as long-necks Cristal (R$4,90), Bohemia (R$4,90), Stella Artois (R$5,80) e para os motoristas da vez, Líber (R$4,90).
Na área de 600ml eles só servem a Antarctica Original (R$8,20), que vem sempre mofada.

Admita, você queria uma agora.

Admita, você queria uma agora.

A decoração do local também é “legalzinha”. Tem muito potencial, mas não chega a encantar. Abro uma exceção para a mesa pendurada no teto. Talvez se ela ficasse no meio do bar fosse mais interessante, já que onde está, perto do balcão, poucas pessoas veem. Eles deviam distribuir melhor os objetos de modo que todo o bar fosse decorado e não apenas uma área (isso aqui virou Guia do Decorador?).

Gravidade? Não trabalhamos.

Gravidade? Não trabalhamos.

Nas segundas e terças rola um clone de chopp por lá. Nesses dias nem vá esperando um atendimento de qualidade que ele não vai acontecer. E se você tiver o meu azar, vai tomar chopp azedo. Pois é, aconteceu comigo mês passado. Eles tavam empurrando um chopp com a qualidade pra lá de duvidosa e só depois de a gente reclamar foi que começaram a servir chopp de verdade. Que vergonha, hein?

De qualquer maneira, vale a visita para conhecer. É bonzinho.

Bar Real

Av. 17 de Agosto, 1761 – Poço, Recife – PE
Fone: 3034-3434
Horários de funcionamento:
De segunda à segunda, das 17h ao último cliente.
Aceita os cartões American Express e Visa


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Santa Guadalupe!

Guadalupe.

Guadalupe Cocina Mexicana.

Comida mexicana fica em um limbo no meu ranking de comidas. Eu não morro de amores e nunca saio de casa pensando: “Hoje é dia de Nachos, U-HUL!”.

Mas quando a comida aparece magicamente na minha frente, como e não reclamo. Normalmente até gosto. Provavelmente eu tenho essa dificuldade com a culinária mexicana porque eu não consigo entender do que se tratam os pratos. Só sei o que é Nacho e olhe lá (é tipo Doritos, né?).

Por isso fiz questão de levar minha namorada para o review da nova casa de comida mexicana no Recife, o Guadalupe Cocina Mexicana. Afinal de contas, além de adorar comida mexicana, ela ainda entende bastante do assunto.

O Guadalupe fica em uma pequena casa de muro baixo e janelas coloridas, na rua com mais restaurantes por metro quadrado do Recife, a Capitão Rebelinho.

O local tem uma área externa com algumas mesas que com certeza vai agradar os fumantes. Ao entrar, do lado esquerdo, está uma estátua da santa que dá nome ao local, mas o primeiro impacto são as fantásticas ilustrações de Pedro Melo. Toda baseada na cultura mexicana (da Lucha Libre ao Dia dos Mortos), a ilustração toma conta das paredes do local e até dos cardápios.

Ilustrações geniais por Pedro Melo.

Ilustrações geniais por Pedro Melo.

Falando em cardápio, os amantes da culinária mexicana que me perdoem, mas a melhor parte dele são as cervejas. Eles oferecem tantas opções que você vai ter que ir lá durante meses para poder experimentar todas.

De 600ml tem Brahma (R$6,90), Bohemia (R$7,90), Skol (R$7,90) e Antarctica Original (R$10,90). No campo das long-necks eles oferecem Caracu (R$4,90), Malzbier (R$4,90), Antarctica Cristal (R$5,90) Bohemia Confraria (R$5,90), Bohemia Weiss (R$5,90), Budweiser (R$5,90), Quilmes (R$5,90), Skol Beats (R$5,90), Stella Artois (R$5,90), Hoegaarden (R$12,90), Leffe (R$19,90), Franziskaner (R$24,90) e as sem álcool Kronenbier (R$4,90) e Liber (R$4,90). Além de todas essas opções, eles ainda oferecem o chopp Brahma (graças aos céus!) por R$4,90.

Como eu sou o maníaco da cerveja de trigo, fui na Bohemia Weiss. Queria mesmo ir na Franziskaner, mas meu departamento financeiro disse que a operação não seria permitida.

Virei uns copos, observei o ambiente e pedi uma porção de Pasteles Fritos (R$18,90) pra me distrair enquanto minha senhora não chegava. Demorou um bom tempo pra chegar (o prato, não minha namorada), mas gostei muito. São oito pastéis fritos recheados com carnitas, frango cancún e carne moída, com guaca-mole e sour cream de acompanhamento. Achei federal (há quanto tempo você não via a gíria “federal”, hein?).

Viva a fritura!

Viva a fritura!

Seguindo a parte gastronômica da noite, pedimos uma porção de nachos (R$16,90) que vem com guaca-mole, cheddar, frijoles e carne moída. No cardápio fala que vem com chilli, mas como não tinha chilli na casa, eles enviaram o sour cream no lugar. Eu achei pouco temperado, mas fora isso tava bem gostoso.

Doritos?

Doritos?

Como eu comi a maioria dos Nachos sozinho – hehe – , minha namorada acabou pedindo um Taco com recheio de carne picada (R$16,90), que vem com alface americana, tomate e cebola e é coberto com queijo cheddar e sour cream. Apesar de eles terem errado o pedido duas vezes, estava realmente muito bom.

Recomendo.

Recomendo.

Depois de ver os preços das bebidas e dos pratos você deve estar pensando “Nossa, que loucura!”. E é mesmo. Alguns preços praticados pelo local não fazem o menor sentido. Skol por R$7,90? Antarctica Original por R$10,90 (em São Paulo é, na média, R$9,00 e aqui no Recife, R$8,00)? Tem que ver isso aí, hein, galera?

No decorrer da noite, conversando com o maitre, descobri que o Guadalupe só tinha aberto na noite anterior e por isso muitas coisas ainda não estavam sendo servidas e a cozinha estava tão demorada.
Eles não estavam servindo nada com chilli e cada prato demorou mais de meia-hora para sair (sem falar no Taco que, como eu disse lá em cima, demorou mais de 1h e ainda veio errado duas vezes).

Os garçons também não pareciam entender muito da culinária mexicana, mas não acho que a recente inauguração seja desculpa para isso.
Na minha opinião, um estabelecimento só deveria abrir quando estivesse totalmente preparado para receber a clientela.

Mas deixando isso de lado (e imaginando que isso vá melhorar com o tempo), recomendo o local. Se você estiver disposto a gastar uma grana considerável, eu garanto que vai sair de lá satisfeito.

Guadalupe Cocina Mexicana

Rua Capitão Rebelinho, 159 – Pina – Recife/PE
Fone – 81 3049-3030

Horário de funcionamento:
De terça à domingo das 17h até o último cliente.

Aceita todos os cartões.


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Boteco no Shopping

Entrada pelo Shopping.

Entrada pelo Shopping.

Beber em shopping. Aposto que você já fez uma careta. É, eu também nunca fui muito adepto de tal prática. Primeiro que não tem clima. Você lá, aproveitando um chopp e passa uma mulher com três crianças entre 4 e 6 anos, berrando e distribuindo catarro entre os frequentadores do centro comercial. Não há petisco que aguente isso.
É por isso que quando eu soube que ia abrir um Boteco no Shopping Recife já pensei “Vish”.
Só que quanto apareceu a oportunidade de ir lá, não pude recusar. O fato de eu adorar uma cerveja gelada não tem nada a ver com a história. Só achei que seria interessante fazer um review de lá. É sério.
Quem conhece o Shopping Recife sabe onde era o Applebee’s. Ali do lado da iTown, em frente ao Banco do Brasil. É lá que fica o Bistrô & Boteco, a nova casa da turma do Boteco (tem um review do Boteco Maxime aqui).
A entrada pode ser feita pelo shopping ou pelo lado de fora, o que já mostra que o horário dele é independente do horário do shopping.

Entrada por fora do Shopping.

Entrada por fora do Shopping.

O Bistrô e Boteco tem uma proposta diferenciada dos outros estabelecimentos do gênero. Além do tradicional boteco, que ganha força à noite e é o foco desse texto, ele também, mais durante o almoço, funciona como bistrô com foco em grelhados da culinária francesa e com um rodízio de guarnições.

Chegamos lá umas 21h e já tinha fila de espera. Como eram 7 mesas na frente, decidimos dar uma volta pelo shopping e demorou quase 1 hora pra chegar nossa vez.
Sentamos e levamos logo um susto com essa figura aí debaixo gritando os petiscos que ele trazia na bandeja. Coxinha, empada e bolinho eram as ofertas. Pedi uma coxinha de caranguejo (absurdos R$9,00), mas ele teve que mandar vir da cozinha porque não tinha na bandeja.

Não se assuste se ouvir gritos pelo bar.

Não se assuste se ouvir gritos pelo bar.

Para não ficar sem fazer nada, decidi pedir uma cerveja. Mas só pra não ficar sem fazer nada. Lá eles servem, de 600ml, Bohemia (R$6,20) e Antarctica Original (R$8,80). No campo das long-necks eles têm Brahma Extra (R$4,90), Skol Beats (R$5,10) e Stella Artois (R$5,30). O chopp Brahma de 200ml sai por R$4,90 e o Garotinho (100ml) por R$3,70.
Fui na Antarctica Original que estava mais gelada que o coração do professor de matemática que me reprovou na 6ª série só porque eu não aprendi equação.

Delícia, delícia...

Delícia, delícia...

A coxinha chegou e admito que não gostei muito. Não sei se não gosto de coxinha de caranguejo (foi a primeira vez que eu comi na vida) ou se a de lá não tava muito legal. Vou dar um crédito ao local porque tudo que eu comi no decorrer da noite estava bom.
Para compensar o fiasco da coxinha de caranguejo, pedi um pão de alho. Para mim, pão de alho é uma iguaria somente comparada as cervejas produzidas pelas mãos hábeis de cervejeiras alemãs de olhos verdes e bocas carnudas.
Achei ele bom, mas já comi melhores na cidade. Pelo preço, tá valendo (R$4,00).

Garçom, me vê um pão de alho no capricho

Garçom, me vê um pão de alho no capricho

Também foi pedido na mesa um kibe árabe ao limão (R$5,00). Não cheguei a experimentar, mas os relatos que chegaram até mim foi que ele estava muito bom.
Depois de enxugar uns copos, pedi uma porção de mini-pastéis (R$19,00) que estavam excelentes. Reza a lenda que tinha de queijo, palmito, camarão e carne. Mas dos três que eu comi, três eram de queijo. O resto da mesa foi que se deu bem. Soube depois que é possível escolher os sabores deles. FOM.

Por que fritura sempre é bom, hein?

Por que fritura sempre é bom, hein?

Ainda pediram, mas eu não comi, empada de queijo do reino (R$5,00), casquinho de caranguejo, que é minúsculo e custa inacreditáveis R$8,00 e uma coxinha de massa de abóbora recheada com charque (R$7,00).
O local é bastante caro, mas se você for sobrinho de Abílio Diniz, recomendo. O atendimento é ótimo, a cerveja estava sempre gelada e as comidas são excelentes (tirando a coxinha de caranguejo).

Segue uma pequena entrevista com Paulo Guedes, maitre do Bistrô & Boteco:

Bistrô & Boteco

Rua Padre Carapuceiro, 777 – Boa Viagem – Recife/PE
Fone: 81 3125-4237

Horário de funcionamento:
De segunda à sábado das 11h30 até o último cliente.
Domingo, das 12h até o último cliente.

Aceita os cartões:
Master
Diners
Amex
Visa
Hiper


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Dicas de sobrevivência para o carnaval

Diversão, alegria e muita cerveja!

Diversão, alegria e muita cerveja!

Apesar de o carnaval em Recife/Olinda já ter começado há alguns meses, o Guia do Boêmio resolveu fazer um guia de sobrevivência para os dias oficiais da festa. Como sabemos que todo boêmio carnavalesco gosta de enfiar o pé na jaca nesse período, criamos esse guia como forma de ajudá-lo a reduzir o desgaste físico e, principalmente, a maldita ressaca. Tem que segurar a onda pra aguentar os quatro (cinco, seis) dias.

1 – Se já não começou, comece hoje mesmo a tomar vitamina C. Todo dia uma.

2 – De manhã, é bom comer umas frutas antes de sair. Uns sandubas mais leves também podem. Evite coisas pesadas, pois usar Big Walley não é das melhores coisas. É o que dizem.

3 – Comigo não funciona, mas dizem que Engov antes e depois é bom. Custa nada tentar.

4 – O calor é grande e a quantidade de álcool idem, portanto sempre que lembrar BEBA ÁGUA.

Olha, olha, olha olha a água mineral!

Olha, olha, olha olha a água mineral!

5 – Aos que têm enxaqueca, como eu, tomem sempre um Cevaliv antes de dormir. É mais fácil evitar a enxaqueca do que fazê-la ir embora. Em caso de problemas, consulte o seu médico.

6 – Sempre que chegar da farra, procure comer massa. Deixa a dieta pra depois do carnaval.

7 – Uma canja de galinha depois de passar o dia descendo e subindo ladeira abastecido de cerveja, também é muito bom. Achou esquisito? Deixa de frescura e faz o que tô dizendo. É pro teu bem.

8 – Queria dar dicas pra quem toma bebida quente no sol quente, mas tenho que admitir que não sou macho o suficiente pra dar dica a essa galera. Parabéns, vocês se garantem muito.

9 – Se liguem nas latinhas de cerveja com tema da Copa do Mundo. São velhas e provavelmente chocas.

10 – Nunca, eu disse NUNCA, cogite tomar vinho Carreteiro debaixo de um sol de rachar. Aliás, nunca tome em situação alguma.

11 – Uma hora vai bater fome, evite cachorro quente e coisas afins. Mas coma. Sempre tem uma macaxeira com charque pra salvar. Pelo menos nos três primeiros dias. No último pode comer o que quiser.

12 – Lembre-se: você não é o personagem da fantasia que está vestindo.

Bela fantasia, hein, campeão?

Bela fantasia, hein, campeão?

13 – Não mije urine na rua. Policiais e justiceiros podem lhe repreender por isso.

14 – Se perguntarem se você lembra o que aconteceu no dia anterior, diga que não e que não quer saber. Fale sério. Provavelmente foi besteira que você fez.

15 – Evite mexer com mulher dos outros. Você pode se dar mal.

Nossa senhora dos boêmios.

Nossa senhora dos boêmios.

16 – Já que esse post é pra quem bebe, por favor não cogite sair de carro de casa. Tem táxi e busão pra isso. Se por acaso você não bebe, faça o mesmo. O trânsito é horrível.

17 – Na quarta de cinzas você vai estar com o som das orquestras na sua cabeça. Eles não vão embora a menos que você tome mais uma pra lavar.

18 – Deixa de ser preguiçoso e medroso, e antes de começar a encher a cara vá doar sangue. Muita gente vai precisar dele. Sem álcool, claro.

Bom carnaval e espero que nos encontremos por aqui depois.

É Carnaval, meu povo!

É Carnaval, meu povo!

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Bebidas nos estádios…ah, que saudade

Os amigos boêmios apreciadores do esporte bretão e, principalmente, os que vão ao estádio torcer pelo seu time, sabem a falta que faz aquela cervejinha para acompanhar uma partida num domingo ensolarado. Há quase quatro anos estamos proibidos de fazer isso. E a pergunta que fica é: por quê?

O argumento para esse questionamento, na época (maio/2008) em que se iniciou a Lei Seca nos estádios, era que isso ajudaria a combater a violência nos estádios. E nós, apreciadores do líquido sagrado perguntamos: resolveu? Se sim, nunca apresentaram dados. A ida aos estádios continua como há cinco anos. Bebida antes de entrar e perigo ao sair. Só tiraram o gostinho do durante. Se bebida é realmente a causa da violência nos estádios, que apresentem dados comprovantes.

Todos nós, inclusive os políticos que criaram tal lei, sabemos que a violência nos estádios no Brasil não está atrelada à bebida. Na verdade, a única razão de brigas em estádios e arredores é a necessidade de integrantes de torcidas organizadas e outros tipos de valentões brigarem uns com os outros. Eles farão isso independente de bebida.

Não se pode generalizar e dizer que quem está bebendo num jogo vai brigar, vai fazer besteira. Muitas pessoas, muitas mesmo, gostam de tomar sua cervejinha no estádio como forma de se descontrair ainda mais. Uma partida de futebol fica ainda mais emocionante. Se tem um babaca que não sabe apreciar isso como diversão tem receber as devidas punições. Mas essa punição não é tirando de todos.

Há algumas semanas vem se especulando as chances das bebidas voltarem a ser comercializadas nos estádios já a partir de março deste ano. Pressão da FIFA, que exige a venda da patrocinadora na Copa. Outros dizem que só vão liberar durante o Mundial. Espero, de fato, que seja a primeira opção. Pelo bem do futebol e das torcidas nos estádios.

E só pra deixar claro, não estou aqui incentivando bebedeira e arruaça. Longe disso. Estou defendendo é o direito de assistir minha partida no estádio tomando uma cervejinha com os amigos como sempre fiz. E se tiver um bêbado valentão por perto, serei o primeiro a avisar o policial para que o cidadão caia fora.

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Como saber se o whisky é falso sem precisar arriscar seu fígado

Eu sei que eu só falo de cerveja aqui no Guia, mas é porque é a minha bebida alcoolica preferida. Na verdade, é a minha bebida preferida. Ponto. Só que eu também gosto de outras, como o whisky.
E foi pensando nisso que eu elaborei um guia de como identificar se o whisky é falso ou não.

A primeira dica de todas é: você nunca, JAMAIS, DE MANEIRA ALGUMA, vai achar um Johnny Walker Red original por R$20. É impossível. As escocesas loiras e de olhos verdes que cuidam da produção dessa refinada bebida têm carteira assinada e exigem o recolhimento do FGTS, encarecendo a produção do nosso querido whisky.
A maneira mais barata que existe de adquirir um espécime original da bebida (pelo menos que eu conheço) é comprar no Duty Free e lá o litroso sai por R$39,03 (cotação de hoje, 03/02/2012).
Por isso, não fique achando que tirou na mega-sena dos boêmios se algum imigrante uruguaio te oferecer uma garrafa por R$14,99 porque a única coisa que você vai ganhar é dor de cabeça e uma urina escura.

A segunda dica é mais prática. Nas garrafas originais de whisky sempre tem um número de série do produto na parte traseira do rótulo. Se não tiver nenhum número, desconfie.

Comprovante de originalidade.

Comprovante de originalidade.

A terceira é ainda mais simples. Balance a garrafa como se fosse uma foto de Polaroid. Se a espuma e as bolhas sumirem rapidamente o whisky é verdadeiro. Mas se ficar a famosa baba de baleia, pode dar a garrafa para aquele seu colega de trabalho chato.

E vocês, conhecem alguma técnica pra saber se o whisky é verdadeiro ou não passa de chá mate? Deixem aí nos comentários.

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Cerveja gelada rapidinho

Para comemorar essa sexta-feira que finalmente chegou, vamos solucionar um drama antigo da classe boêmia: cerveja quente.
Todo mundo já passou pelo drama de querer tomar uma cerveja e a disgramada estar mais quente que esse clima excelente da nossa cidade, né?
O pessoal do site Waitless (que saiu do ar :/) encontrou uma maneira rápida, barata e eficiente para gelar a cerveja em 2 minutos.
Pena que só funciona com latas.

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